7 razões para não ser egoísta


Todos somos egoístas, isso é um fato. No entanto, esse nível de egoísmo varia entre as pessoas em proporções gigantescas. Uma consciência evoluída, até certo ponto, é aquela que carrega menos egocentrismo dentro de si. Ou seja, essa temática tem relação direta comigo, com você e com a humanidade. Caso seu egoísmo esteja além da conta e bem acima da média, você pode estar perdendo inúmeras oportunidades evolutivas nessa era de aceleração em que vivemos. Afinal, você é o pálido reflexo de suas escolhas profundas.

Segue abaixo uma listagem de apenas 7 itens, fora muitos outros, que evidenciam o quanto é nociva e prejudicial a vida egocêntrica para quem trabalha pela evolução pessoal.


Razão 1: “Não desfruta de amparo extrafísico.”

O egoísta, que quer tudo para ele, paradoxalmente afasta de si as melhores companhias extrafísicas em função da sua postura. Os seres mais avançados têm suas energias voltadas ao bem comum, indo desde a assistencialidade básica até a avançada, enquanto quem só se preocupa consigo está longe desse nível de “frequência”. Para ter algum amparo extrafísico é preciso se desconectar do próprio umbigo e se colocar no lugar do outro que está em dificuldade. Aprender a se doar sem receber nada em troca é um divisor de águas quanto a superação do egoísmo.

- Questão autorreflexiva: A rigor, você merece um amparo extrafísico?


Razão 2: “Está fora do fluxo do Universo.”

O Universo, ao que tudo indica, é em uma grande escola para as consciências que estão nele evoluindo. Em sua vastidão o universo parece seguir o fluxo da assistência e da fraternidade de modo preponderante ao invés de ser um ambiente “sombrio” e doentio. Dessa forma, quem vive a antifraternidade como lema está afastado do fluxo evolutivo cósmico e permanece isolado na própria realidade (e ainda se queixando do que não é do seu jeito e que ninguém se esforça para fazê-lo feliz). O egocentrismo espera que tudo gire ao seu redor realizando seus desejos e caprichos.

- Questão autorreflexiva: Você só dá importância aos desejos materiais?


Razão 3: “Não conhece a verdadeira pacificação íntima.”

O egoísta é uma personalidade conflitiva por cultivar a ideia fixa de sempre ser atendido em seus anseios, desejos e tudo aquilo que possa trazer prazer. Esse pensamento obsessivo de autossatisfação acaba por promover sofrimento, ainda que inconscientemente, pois nunca há uma sensação concreta de estar saciado (parece que sempre falta algo e que nunca é o bastante). Eis uma constatação valiosa: para a realização plena e a vivência da pacificação íntima não é o bastante dar atenção apenas para si mesmo. O egoísmo é só uma fase, ainda que multimilenar, e uma forma de autodesilusão.

- Questão autorreflexiva: Você costuma se sentir vazio e sem propósito?


Razão 4: “Ignorância quanto a lei de causa e efeito.”

O egoísta geralmente desconhece que cada um colhe aquilo que planta. Afinal, se entendesse mesmo essa lei cármica deixaria imediatamente de ser egoísta. Como pode uma pessoa que só pensa em tirar vantagem própria e atender apenas suas necessidades ainda espere que aconteça um “milagre” de ganhar tudo o que não merece e ainda mais? Sabe o indivíduo que faz mal aos outros e joga na mega sena rezando para ser sorteado? Não vai acontecer. Segundo a atração energética, nós apenas nos conectamos ao que está ligado em nossas energias, emoções e pensamentos. Todo descaso tem um preço.

- Questão autorreflexiva: Qual a fonte de tudo de bom e ruim que acontece em sua vida?


Razão 5: “Sofre mais que a média.”

O egoísta sofre mais pela raiva e frustração quando seus reclames não são “atendidos” e assim se vê sempre insatisfeito ou insatisfazível. Ou seja, o ego traz sofrimentos dispensáveis e dores desproporcionais que não tendem a melhorar magicamente com o tempo. Interessante pensar que a serenidade é resultante, até certo ponto, da assistência e da fraternidade. O forte egoísmo é doença da consciência ainda infantil e esboçante que não sabe ser contrariada e vive sob a ótica de estar sempre em primeiro lugar.

- Questão autorreflexiva: Quais sofrimentos você ainda possui por causa do egoísmo?


Razão 6: “A evolução pessoal é muito lenta.”

Uma das piores desvantagens do egocentrismo é justamente a lentidão evolutiva e, dependendo do caso, sendo um terrível “freio de mão existencial”. Paradoxalmente, quem só pensa em si não está muito preocupado em superar suas limitações, investir em autoconhecimento e muito menos em romper com os vícios da matéria. Essa personalidade é do tipo que, infelizmente, ainda só cresce pela dor e pelos determinismos impostos em sua jornada “solitária”. Se você não quer nenhuma melhora íntima basta seguir o próprio instinto animal e atender exclusivamente aos próprios delírios.

- Questão autorreflexiva: Você se sente seguro sendo sempre o mesmo e sem ter quase nenhuma mudança?


Razão 7: “Ligação energética com a baratrosfera.”

Os ambientes extrafísicos onde as pessoas mais egoístas se encontram não são, obviamente, os mais evoluídos e harmoniosos. Isto é, os pensamentos egocêntricos são uma forma de conexão energética com ambientes extrafísicos descompensados e absorvedores. Em nosso caminho evolutivo, no decorrer dos séculos, parece ser uma regra a consciência ir perdendo cada vez mais seu egoísmo até chegar ao nível da Consciência Livre que não mais ressoma (renasce). A evolução eleva o primitivo até o mentalsomático.

- Questão autorreflexiva: Você já identificou alguma ligação pessoal com paracomunidades doentias?



Este texto traz apenas informações básicas.
Estude! Se aprofunde mais no assunto!
E não acredite em nada. Experimente!

Por Alexandre Pereira.


** Não entendeu alguma palavra? - GLOSSÁRIO.







Displicência e Evolução - 18 reflexões sobre a banalização existencial

Na área dos esportes, por exemplo, mesmo com atletas amadores, acontece aquele momento onde se está de frente para o gol (ou sozinho diante da cesta de basquete) e por julgar aquilo fácil demais acaba errando o chute ou o arremesso. A displicência é esse pensamento interno que diz algo como “isso é fácil... não preciso me esforçar” e assim podendo terminar em erro ou fracasso.

Naturalmente não estamos aqui falando de esporte, mas dessa existência como um todo, pois quem é displicente geralmente desperdiça inúmeras oportunidades de modo quase sistemático. Ou seja, anda de mãos dadas com a banalização tendo pouca ou nenhuma responsabilidade frente à profissão, os relacionamentos, a assistencialidade e assim por diante. Você já banalizou ou tratou com descaso algo que era de suma importância?

Eis 18 exemplos de posturas ou atitudes displicentes que podem custar muito caro em determinado momento evolutivo. Essa listagem é pequena e pode-se encontrar centenas ou milhares de outros exemplos práticos. Lembrando que você não deve acreditar em nada desse texto e deve manter sempre seu questionamento e criticidade apurados.

01. “Eu confio em tudo que o outro diz. ”
Confiar em demasia é uma atitude mais ingênua que displicente e ao invés de transparecer maturidade, na verdade, releva um aspecto de infantilismo. Desconfiar de tudo e todos, indo para o outro extremo da questão, também não é a resposta. Certa dose de malícia (não de maldade) é preciso já que infelizmente vivemos um mundo que é muito mais patológico que sadio. Pelo fato de muitos serem perturbados e perturbadores é importante observar os detalhes de tudo que fazem e falam até como forma de autoproteção e assim evitar cair em golpes, traições e problemas diversos. Quem confia rápido demais não entende sobre confiança.

Questão-autorreflexiva: Você se abre totalmente para qualquer pessoa? Você confia em si mesmo?


02. “Sexo não tem relevância. ”
Sexo tem importância. Reprimir, ignorar ou renegar essa condição humana é inútil e sem sentido. O fato de ser fundamental não significa pensar o dia todo ou viver sem princípios. Aliviar suas tensões e desejos com alguém que se ama, numa atmosfera de carinho e compreensão, é inerente a todas as pessoas. Tesão demais ou de menos evidencia alguma desregulagem pessoal. Outro ponto relevante é que quem banaliza o sexo se esquece que sexo nunca é banal, ou seja, a escolha dos parceiros e de sua conduta interfere muito sobre você.

Questão-autorreflexiva: Você consegue tratar o sexo de modo construtivo, sem faltas ou excessos?


03. “Já domino tudo sobre bioenergia. ”
Frase típica de quem se acha o super-homem ou a mulher maravilha em matéria de energia. Será que essa pessoa não tem mesmo nada a aprender? Seria um quase Serenão caminhando sob a Terra? Provavelmente esse tipo de afirmação esconde uma personalidade insegura e que não quer enfrentar contestações e questionamentos quanto a si mesmo. Ao se afirmar que já se “domina tudo” ocorre um mascaramento quanto as próprias fissuras e expõe uma série de fragilidades íntimas. Não é de se surpreender que pessoas assim tenham diversos bloqueios nos chacras e em seus meridianos.

Questão-autorreflexiva: Você possui um nível razoável de domínio energético?


04. “Não preciso mais dar muita atenção a ‘tal pessoa’”
Infelizmente é comum a postura de não dar a atenção devida para quem merece e depois da própria morte (dessoma) se arrepender amargamente pelo que deixou de fazer. Há pessoas que banalizam outras pessoas. Nem sempre é possível reverter ou recuperar o tempo perdido em matéria de outras consciências. Certas necessidades e prioridades devem ser imediatas ou a curto prazo e a ausência pode ser dolorida para quem precisa. Quem precisa dos seus cuidados é aquele pertence ao seu grupo evolutivo.

Questão-autorreflexiva: Você sabe se está em falta com alguém? Quem é?


05. “Depois eu faço o prioritário.”
Eis uma banalização que pode ser a fonte do incompletismo existencial. Sempre deixar o que é prioritário de lado, e depois se assustar ao perceber o tempo que passou, pode sair muito caro. O que é essencial para você, seja o que for, deve ter um tratamento a altura em suas atividades e escolhas em geral. Problemático é depois da morte (ou dessoma) se lamentar por algo que sabia ter de realizar e mesmo assim “empurrou com a barriga”. O prioritário não é apenas o que faz você ser o que é como também é o caminho de onde chegará.

Questão-autorreflexiva: Você deixa para amanhã o que deveria ter sido feito ontem?


06. “Não vejo necessidade de reciclar essa imaturidade grosseira.”
Quem consegue ter autocrítica suficiente para identificar seus traços imaturos já possui capacidade suficiente para superá-los. Essa é a premissa, certo? Mais isso sempre acontece? Infelizmente não. Muita gente sabe muito bem seus gargalos e ainda debocha de si mesmo e da mudança que não virá (pelo menos não nessa vida). Esse tipo de banalização é um dos piores justamente por identificar o que atrapalha, que literalmente puxa seu “tapete evolutivo”, e mesmo assim não querer nenhuma mudança. Nesse caso não é saber o que fazer, mas o não querer mesmo. Ou a gente se recicla ou se deteriora.

Questão-autorreflexiva: Você ainda se sente capaz de fazer mudanças viscerais em seu comportamento?


07. “Dinheiro não faz diferença.”
Na vida moderna o dinheiro é importante. Sem dinheiro você nem estaria lendo esse texto ou tomando banhos diários. Esse debate entre evolução e condição financeira é algo milenar e pelo passar dos séculos o dinheiro sempre foi visto de modo malévolo. Entretanto, dinheiro não deve ser banalizado ou ridicularizado, pois é difícil trabalhar a evolução pessoal com muitas dívidas a serem pagas. A questão maior é saber como usar a energia do dinheiro de modo sábio e construtivo ao invés de ser contrário a ele. Dinheiro pode ser alavanca ou freio evolutivo.

Questão-autorreflexiva: Você usa o dinheiro que possui de modo inteligente?


08. “Vida social é algo dispensável.”
Quando se possui muitas metas e objetivos evolutivos é comum a fase de “cortar o dispensável”. No entanto, ter uma vida social regrada é importante e as relações sociais qualificam nossa automanifestação. Trocar ideias, energias e dar boas risadas aliviam as tensões cotidianas e melhoram diversos aspectos psicológicos. Quem se isola voluntariamente do contato social acaba se fechando as oportunidades e benefícios que as inter-relações favorecem. As amizades, quando positivas, são amplamente benéficas e ajudam na desintoxicação pessoal.

Questão-autorreflexiva: Você frequenta ambientes negativos ou consome substâncias ilícitas?


09. “Eu já me conheço totalmente.”
Boa parte de quem “enche a boca” para afirmar que já se conhece está sendo negligente. Mesmo com dedicação por décadas em autopesquisa é improvável saber tudo sobre si mesmo, pois existem as vidas passadas (multiexistenciais), as companhias e contatos extrafísicos (multidimensionais), os aspectos dos outros corpos da consciência (multiveicularidade) e assim por diante. Caso você queira saber mais desses conceitos sugiro que faça cursos de Conscienciologia. Achar que já se conhece o suficiente, quando a autopesquisa realizada na verdade foi primária e superficial é um meio grosseiro de autoengano.

Questão-autorreflexiva: Você realmente acha que já se conhece o bastante?


10. “Não preciso dar muita atenção ao corpo físico.”
Uma banalização comum é pensar que o corpo físico, por ser o mais rústico, não precisa de muita atenção. Muitos priorizam o lado intelectual ou emocional e esquecem que a parte biológica também precisa ser atendida. De que adianta “esquecer” do corpo e depois ter de arcar com doenças e complicações que poderiam ser evitáveis com uma conduta preventiva? Sem contar que um corpo mais saudável predispõe para uma irrigação melhor do cérebro, dificulta a sensação de fadiga, melhora a condição energética, aumenta a autoestima, fora muitas outras questões. O corpo cobra.

Questão-autorreflexiva: Você já pagou algum “pedágio“ por não cuidar do corpo?


11. “Esse assediador não é de nada.”
Típico pensamento de quem se acha sempre superior as outras consciências e que não deve dar atenção aos seres “inferiores”. Menosprezar um assediador, sua linha ou grupo pertencente pode destruir toda e qualquer autodefesa e ainda manter fissuras que podem ser exploradas nos mais diversos modelos de intrusão. Esse papo de que “o que vem de baixo não me atinge” deve ser evitado quando se almeja um estado de plena harmonia ou homeostase holossomática.

Questão-autorreflexiva: Você costuma menosprezar pessoas de classes sociais diferentes da sua? E de pensamentos diferentes?


12. “A tarefa da consolação é infantil.”
Essa é uma banalização comum em quem evita ter uma expressividade psicossomática englobando até certas emoções básicas. Em certos casos existe tanta repressão que o indivíduo sequer consegue abraçar os outros. Imagine então fazer uma tarefa assistencial de “importância menor” para ajudar a juntar os cacos emocionais do outro. A repulsa de atuar em qualquer tipo de tarefa da consolação (ou tacon) deve ser analisada com muito critério e discernimento para entender sua causa e possíveis distorções que permeiam outros aspectos da vida íntima. Não fazer nenhuma consolação é espécie de mutilação assistencial.

Questão-autorreflexiva: Qual o problema em atender uma necessidade imediata e efêmera?


13. “A fofoca não é algo tão grave assim.”
A fofoca é vista por muitos como natural e até necessária, mas, multidimensionalmente falando, a realidade é bem diferente. O prazer em falar mal e contar o supostamente “sujo” do outro evidencia postura assediadora e baixo nível evolutivo. Essas conversas em voz baixa ou “ao pé do ouvido” podem gerar assédios que impactam a vida de uma pessoa ou de um grupo inteiro podendo chegar a resultados fatídicos como eventualmente se registra socialmente. Não é atoa que se diz que a fofoca morre no ouvido de pessoas inteligentes.

Questão-autorreflexiva: Suas conversas manifestam alguma força assediadora?


14. “A preguiça não é tão grave assim.”
Uma das maiores displicências universais é sobre a preguiça e o quanto se perde por se render a ela. Naturalmente ninguém é uma máquina imparável ou que não merece descanso e repouso. Todos precisamos de momentos calmos e de relaxamento. No entanto, no seu íntimo você sabe quando passa da conta e se torna a preguiça pela preguiça. Esse hábito parece sem relevância, mas faz total diferença ao longo do tempo e a justificativa de que “não tem tempo” para isso ou para aquilo é uma baita autocorrupção. Se algo for importante para você dá-se um jeito. A preguiça pode sabotar até as maiores proéxis.

Questão-autorreflexiva: Você faz ideia da quantidade de tempo já desperdiçado nessa vida?


15. “Esse tema eu já domino.”
Quem banaliza um tema geralmente está fechado as mudanças e novas ideias. Por mais que você seja um doutor no assunto, uma sumidade pública, ainda assim não se pode conhecer tudo. Essa frase mostra arrogância do saber ao se colocar em um pedestal nem sempre tão verdadeiro. Ser bom não implica necessariamente em usar sua autoridade como argumento ou como forma de intimidação aos demais. Há diversas terapias que tratam isso. O ego inflado é causa de inúmeras banalizações evolutivas.

Questão-autorreflexiva: O que você realmente domina?


16. “A parte racional é fundamental enquanto as emoções são secundárias.”
Esse tipo de abordagem revela um certo descaso as emoções e seus demais processos. Quando um aspecto monopoliza outro ocorrem as disfunções e descompensações enquanto a harmonia é fruto da atuação concomitante dos veículos da consciência. Quem banaliza seu lado emocional está se colocando em uma condição delicada de conflito interno que irá eclodir em algum momento. Situação tão ruim quanto quem inverte esse processo valorizando só as emoções e ignorando o racional. Quanto mais se banaliza as emoções mais elas ganham força em nosso universo interior.

Questão-autorreflexiva: Qual o problema em dar atenção as emoções e sentimentos?


17. “Esse livro não tem nenhuma informação relevante.”
Esse tipo de “conclusão” é típico de quem trata certas informações com descaso. Qualquer obra tem algo a agregar e essas atitudes mostram uma soberba de quem provavelmente possui o temperamento de se achar o dono da razão e da verdade. Outro ponto é usar essa afirmação, paradoxalmente, depois de ler algo que tocou profundamente e gerou enorme desconforto. Assim fica fácil negar e dizer que nada daquilo tem importância quando, na verdade, se quer esconder de si mesmo uma ideia que foi no ponto certo.

Questão-autorreflexiva: Você ignora aquilo que vai nos seus pontos fracos?


18. “Isso é muito fácil, tiro de letra.”
Frase típica de quem carrega uma boa dose do germe da arrogância e que pensa ser capaz de fazer tudo sempre em alto nível. Basta lembrar que mesmo um ótimo motorista, quando distraído, pode predispor um acidente de proporções catastróficas. Não basta ser bom em algo, pois é preciso ter foco e seriedade em todos os momentos para não ser uma vítima do próprio ego. É sempre melhor ser detalhista do que ser avoado.

Questão-autorreflexiva: Você é do tipo que desanima rápido depois de conquistar algo?


TRÍADE REFLEXIVA:

Sua vida é marcada pelo trinômio imprudência, imperícia e negligência?

No seu caso, em quais temas, áreas ou circunstâncias ocorre mais a displicência?

A banalização é uma conduta padrão ou exceção nessa existência humana?



Este texto traz apenas informações básicas.
Estude! Se aprofunde mais no assunto!
E não acredite em nada. Experimente!

Por Alexandre Pereira.



** Não entendeu alguma palavra? - GLOSSÁRIO.


“Site destinado aos textos do autor sobre a Pesquisa da Consciência ao longo de mais de 20 anos de estudo. Todo conteúdo é fruto de OPINIÕES PESSOAIS servidas à moda da casa. Não acredite em nada, nem mesmo no que está escrito aqui, e tenha suas experiências pessoais.






Projeciologia - Uma Neociência nascida no Brasil



Entrevista para a revista Ano Zero


Waldo Vieira é médico, pesquisador e veterano das chamadas Experiências Fora do Corpo. Dirige o mais importante centro mundial de estudos sobre projeção astral, o Instituto Internacional de Projeciologia do Rio de Janeiro. Membro da Society For Psychical Research de Londres, e da American Society For Psychical Research de Nova Iorque, entre outras, Waldo resumiu tudo que se sabe sobre o assunto num volume com mais de 900 paginas. O livro “Projeciologia” está hoje espalhado por todo o mundo. Dois desses exemplares encontram-se na estação brasileira de pesquisas científicas na Antártida. Alguns pesquisadores ali baseados buscam alívio para a solidão dos longos dias e noites do Pólo Sul visitando suas famílias através de viagens astrais.

Waldo, o que a Projeciologia estuda?

A projeção consciente e seus fenômenos correlatos. A projeção é uma experiência extracorpórea que também chamamos desdobramento lúcido, viagem astral, projeção astral, O.O.B.E (out-of-the-body experience). Mas a coisa não se restringe à experiência em si. A Projeciologia visa o autoconhecimento profundo. Ele evita que o misticismo religioso, o fanatismo, a ignorância ou que qualquer tipo de superstição nos tire a liberdade individual de manifestação. Nada de lavagens cerebrais ou quaisquer tipos de sacralização. O fanático é interferente, radical e quase sempre desrespeitoso. Livre desses condicionamentos a pessoa cresce como ser humano e percebe que deve respeitar os outros.

Quer dizer que a Projeciologia é contra a doutrinação?

Nós respeitamos todas as doutrinas, mas o conceito principal do nosso estudo é: “Não acredite em ninguém e em nada. Experimente”. Parece uma afirmação materialista, ma não é. Pelo contrário, é espiritualista, porque nós estamos exaltando a consciência. A pessoa deve viver a experiência direta e por conta própria. Através de sua vivência, única e personalizada, ela vai superar o obstáculo da inciência, ou seja, a ignorância a respeito de si mesma.

Aparentemente isso afasta a Projeciologia do que, em geral, se entende por pesquisa científica.

Nós apenas não estamos presos ao mecanismo do paradigma newtoniano-cartesiano, que é materialista e fisicalista. Isto não significa, necessariamente, a negação da Ciência. Pelo contrário, nós precisamos dela. Aliás, de todas as linhas do pensamento humano, ela é a menos pior. A Ciência só não é ainda ideal porque não tem respeitado a ética tanto quanto se poderia esperar. Veja os problemas que o mundo enfrenta no momento, principalmente na área da ecologia.

Mas isso é causado pela Ciência ou pelo uso inadequado dela?

A administração também é uma ciência. É por aí, geralmente, que nos afastamos da ética. É necessário que tenhamos autocrítica para conquistarmos a liberdade de determinar a trajetória da sociedade.

O que é projeção astral?

O homem se compõe de várias camadas superpostas de energia chamadas “corpos”. O corpo físico é a camada percebida pelos sentidos físicos, o que não impede a detecção das demais através de vários processos. A sede da individualidade, da inteligência, encontra-se no corpo físico quando todas as demais camadas estão em coincidência, isto é, quando a pessoa está acordada. Com o sono, é como se o corpo ligasse o “piloto automático” das funções autônomas, e a sede do eu, juntamente com as outras camadas, sai do corpo físico. As funções normais do indivíduo estão inibidas pelo sono e tudo se passa como se nada tivesse acontecido. O que pode ocorrer é que a pessoa, de repente, se ache “boiando” pelo quarto, como um balão, ou observando o seu próprio corpo adormecido. Quase sempre esse fenômeno ocorre espontaneamente e quem o experimenta, muitas vezes evita comentá-lo, com medo da reação dos outros. A projeção astral é muito comum na adolescência. Quando o jovem conta aos pais que fez uma projeção, geralmente eles tentam tranqüilizar o filho procurando convencê-lo de que tudo não passou de um sonho. Em certos casos, procuram imediatamente um médico. Atualmente, com a maior divulgação dos estudos sobre esse tipo de fenômeno, ficou mais fácil falar do assunto sem correr o risco de ser internado numa clínica.

Em linhas gerais, o que se deve fazer para experimentar uma Projeção astral?

Não se deve tentar sem conhecimento ou assistência competente. Mas não é tão difícil de ser conseguida quanto parece. Todos nós realizamos a projeção astral involuntariamente a noite durante o sono. As instruções elementares, ministradas em nosso curso, são simples. De início, é preciso aceitar o fato de que o seu limite não se restringe ao corpo físico. A força inibidora mais poderosa está justamente nesta falsa noção. É preciso também aprender a relaxar. Há vários métodos para isso. O mais comum consiste em deitar-se de barriga para cima usando roupas leves e sem cobertores. Em seguida inclinar levemente a cabeça para o lado, para evitar a boca aberta durante a projeção. Isto impede que a garganta fique ressequida. Deve-se concentrar a atenção em todas as partes do corpo, verificando se elas estão livres de tensão. Não é muito fácil, mas com exercício constante se pode obter rapidamente o relaxamento. Este processo deve principiar a partir dos pés, até o couro cabeludo. Os músculos devem ser relaxados individualmente. Em seguida, conte de 50 até 1. É necessário manter a respiração compassada, procurando esvaziar a mente e concentrar-se exclusivamente nos números. É fundamental também que não exista qualquer sentimento de culpa por não conhecer profundamente a si mesmo. Isto acontece apenas porque você foi programado desde que nasceu para viver encarcerado em seu próprio corpo.
Outra questão básica é saber quando estamos acordados ou dormindo. Pode parecer tola esta observação, mas, em certas circunstâncias, a coisa não é muito fácil. Conseguindo distinguir se estamos acordados ou dormindo, um grande passo já foi dado. Recomendamos então, que a pessoa repita, durante um mês, pelo menos umas 20 vezes ao dia, a seguinte pergunta: “Eu estou dormindo ou estou acordado?”. Depois, responda: “Eu estou acordado”. Esta pergunta deve ser feita cada vez que você mudar de ambiente. Através dela o raciocínio acostumara sua mente a se conscientizar permanentemente do estado de vigília. Em geral, na terceira semana deste exercício você terá a surpresa de se perguntar “estou acordado ou dormindo?”, e responder “meu corpo está dormindo mas eu continuo acordado”. Você estará fora do corpo e não teria percebido isso antes. Quando isto acontece, deve-se controlar os sentimentos de medo ou euforia. Não há, em hipótese alguma, perigo de prejuízo para o seu corpo durante uma saída. Nenhuma força de ordem espiritual pode tomar posse do seu corpo em sua ausência. O que pode acontecer é um fenômeno comum às primeiras experiências: o desinteresse temporário pela vida física e suas dificuldades cotidianas. Mas isso, quando ocorre, é passageiro. Logo a pessoa aprende a dar o devido valor ao milagre da vida e à prestigiosa oportunidade de ocupar essa maquina fantástica que é o corpo humano.

Afinal, como foi que tudo começou?

Aos 9 anos, eu tive uma projeção consciente, comprovada pela família e pessoas ligadas a ela. Meu irmão estava muito doente, já desenganado pelos médicos. Ficou provado que eu tinha saído do meu corpo, ido até o quarto ao lado e visto, não só o que estavam fazendo com meu irmão, como também o que iria acontecer com ele. Dai em diante, muitos outros fatos semelhantes foram acontecendo, cada vez mais freqüentes. Com o passar do tempo, comecei a dominar o processo. Nessa época, eu tinha uma visão essencialmente espírita do fenômeno. Editei, juntamente com Chico Xavier, vários livros psicografádos que ajudaram a divulgar o espiritismo por todo o País e o exterior.

Sua família era religiosa?

Era espírita. Minha formação começou com aulas de moral cristã kardecista. Logo fui mergulhando num conflito muito grande, porque a exaltação da mediunidade é parte integrante do movimento espírita. E eu falava pra todo mundo: “Olha, é bom que, ao invés de mediunidade, vocês entrem no desdobramento”. Sair do corpo e ir lá, ver a coisa diretamente. Se podemos eliminar o intermediário, por que ficar dependente de uma entidade que se manifesta por um médium? Eu já tinha retrocognicões desde menino, recordação de encarnações passadas, com muita lucidez. Foi aí que conclui: estou repetindo o que já fiz. O contexto era o mesmo, mas o cenário e a linguagem eram diferentes. Quando cheguei a esse nível, pensei: outras pessoas devem estar passando por isto. E comecei a procurá-las. Conversava com muita gente e desde os 17 anos passei a anotar num caderno, dados sobre projeção astral. Minha família tinha poucos recursos. Sai de casa aos 12 e nunca mais voltei porque pretendia pagar os meus estudos e os dos meus irmãos. Fui para Uberaba. Enquanto estudava, comecei a trabalhar com Mário Palmério, que hoje é um escritor de renome. Fiz curso de Odontologia e depois de Medicina. A partir dos conhecimentos adquiridos, tive condições de desenvolver um estudo mais consciente dos fenômenos chamados paranormais. A essas alturas, comecei a viajar por todo o Brasil, sempre pesquisando e trocando idéias. Passei a ver a projeção astral como um fenômeno fisiológico, assim como comer ou respirar. Decidi me dedicar ao seu estudo específico aos 34 anos, em 1966. Larguei tudo para dedicar-me em tempo integral à projeção. Publiquei trabalhos e passei a fazer parte das sociedades internacionais de parapsicologia da Europa, Estados Unidos e América Latina.

Qualquer pessoa pode ser capaz de realizar uma projeção astral?

Sem dúvida. É uma conquista inarredável. Qualquer pessoa é um “projetor”.

Há alguma pesquisa que comprove isso?

Segundo as estatísticas internacionais, 89% das pessoas têm projeções inconscientes, pois quase todo mundo sai do corpo enquanto dorme. Restam 11%. Destes, 9,8% têm as chamadas projeções semiconscientes, ou o “sonho lúcido”. É quando o sujeito sabe que está sonhando e chega mesmo a imprimir alguma intenção ao sonho para modificá-lo. Ele está fora do microuniverso consciencial localizado no corpo humano. Somente 1,2% da população mundial consegue efetuar projeções totalmente lúcidas, ou seja, são projetores conscientes. É o caso da maior parte das pessoas que trabalham aqui no Instituto.

Como são comprovadas as projeções?

Uma pessoa faz uma projeção e sua consciência vai, por exemplo, até uma outra cidade, onde alguém conhecido está realizando alguma tarefa. Telefonamos, então, para essa pessoa e confirmamos se na hora tal ela estava fazendo o que foi percebido pelo projetor, se estava usando uma roupa assim-assado, etc. Às vezes, durante as projeções, a visão é impressionantemente detalhada. Isso é sempre estarrecedor para quem tem pouca experiência. Trata-se de um fenômeno que convence por si mesmo.

Quais os principais objetivos da projeção?

Ela não é nenhuma panacéia, mas as suas possibilidades podem ser vislumbradas: o autoconhecimento em sua totalidade, a possibilidade de viajar no tempo e no espaço sem barreiras, o acesso às diversas dimensões da realidade, o contato com entidades de todos os níveis de esclarecimento, a capacidade crescente de doação de energia para os necessitados… Muita coisa que aponta para um universalismo abrangente e iluminado.

A projeção astral poderia ser utilizada por pessoas de interesses duvidosos?

O imediatismo do nosso mundo doentio poderia desviar o sentido da pesquisa. Por exemplo, penetrar em locais estratégicos em busca de segredos militares ou industriais, espionar a vida alheia, procurar meios que permitam o enriquecimento rápido, como descobrir informações confidenciais no mundo dos negócios, da bolsa de valores, etc. Felizmente, as saídas do corpo são monitoradas por espíritos iluminados. Eles nos ajudam a compreender a transitoriedade das coisas terrenas. Alguns desses seres que executam essa tarefa são os “serenões”.

O que é um serenão?

Ao longo das minhas “viagens”, estive nos lugares mais surpreendentes, como outros planetas e outras dimensões. Acabei tendo contato com toda sorte de entidades. Algumas, ainda mergulhadas na ignorância, parecem foragidas de filmes de ficção científica. São normalmente doentias e traumatizadas por experiências violentas vividas na vida física. Por outro lado, tive a oportunidade de entrar em contato com seres desenvolvidíssimos, tranqüilos e despojados de dogmas religiosos, identidades nacionalistas, doutrinações, etc. Escolhi o nome de serenão para designá-los por causa de sua aparência de beatitude dinâmica. Os serenões existem desde o aparecimento da humanidade na terra. Assim como os homens, eles vieram, em levas espirituais sucessivas, de vários recantos do universo. Estão completando o círculo reencarnatório e desenvolveram uma cosmo-ética aperfeiçoada, baseada principalmente no amor universal, na ajuda impessoal ao próximo. Honrarias e paixões já não têm sentido em seu plano vibratório. Os serenões são absolutamente anônimos e não buscam recompensa para os seus atos.

Podemos evoluir até esse nível?

Sim, eu poderia resumir a nossa evolução em 4 níveis. Primeiro o nível medíocre: consciência sonambulizada, presa à roda comum das encarnações compulsórias sucessivas. Segundo, o amparador: aquele que, conscientemente, num constante trabalho, assiste aos seres encarnados e as entidades desencarnadas. Terceiro, o pré-serenão: quem já vive as suas últimas encarnações mas ignora as demais. Quarto, o serenão: aquele que vive suas derradeiras encarnações plenamente consciente deste fato. Após essas fases, o espírito estará puro, isto é, livre da ciranda encarnatória.

A projeção é uma experiência recente?

Não. Havia gente saindo do corpo há muito mais de dois milênios, como está registrado na Bíblia. Também há registros de que a projeção tem acontecido freqüentemente durante as experiências de quase-morte.

O que é a quase-morte?

Fála-se muito, hoje em dia, das experiências de quase-morte, quando o moribundo acaba tendo uma saída do corpo com intensidade espantosa. Depois disto o doente geralmente se restabelece e, a partir dai, nunca mais será o mesmo. A maioria passa a desenvolver poderes psíquicos paranormais que até então nunca se haviam manifestado. Há uma publicação internacional especializada neste assunto e que circula há sete anos. Mas a quase-morte é apenas uma das 52 manifestações da projeção astral.

Essa experiência tem limites?

A consciência tem como conquista evolutiva mais preciosa o nível de sua lucidez. A Projeciologia visa a lucidez em qualquer estado consciencial em que estivermos nos manifestando, dormindo ou acordados. O ideal é estar consciente 24 horas por dia.

Por que nem todos os médiuns buscam desenvolvimento através da Projeciologia?

Provavelmente tratasse de um problema de egrégora. As pessoas, em geral, seguem uma tradição e não conseguem sair com facilidade dela. Isso coagula o pensamento, tornando-o neófobo.

Não seria aquela coisa de que o homem agride o que não conhece?

Exatamente. É neofobia, o medo do novo. Hoje, no entanto, a psicologia já admite tudo. Kune, o grande cientista da revolução do paradigma, diz que, para haver mudança de modelo em certas áreas do conhecimento, e necessário que pelo menos uma geração desapareça, porque as pessoas estão presas ao processo de idéia fixa. Em Projeciologia chamamos isso de monoideísmo.

Até que ponto a Projeciologia desafia a tradicional pesquisa cientifica?

O que fazemos aqui e utilizar a consciência como instrumento. Não estamos preocupados em que a ciência convencional saia do dilema no qual entrou. Comprovadamente, nós saímos do corpo humano e vemos que, em outra dimensão, podemos dispor de muitos outros veículos de manifestação. Só que nosso instrumento não é material, é consciencial. Não é possível “medir” o fenômeno da projeção em termos científicos.

De que argumentos se serve a Projeciologia para se proclamar uma neociência?

É como o ovo de Colombo. Não dispondo de instrumentos para analisar a consciência, utilizamos a própria consciência como instrumento. A ciência convencional não admite que você faça a a experiência em você mesmo, ou seja, a introversão. Aqui no Instituto, cada um escuta a própria consciência, raciocina, aprende com ela, e troca esse conhecimento com outros. Aí se chega a um consenso, como uma solução holística para o dilema mente versus matéria. A Projeciologia permite superar a divisão entre cérebro e consciência.

A ciência tradicional demonstra alguma dificuldade de aceitar a Projeciologia?

Isso não é exatamente uma preocupação nossa. Há muito tempo a ciência deixou de estudar o fenômeno da consciência. Ela deveria ter a obrigação de estudar qualquer tipo de fenômeno envolvido nesse processo, mas não tem instrumentalidade para tanto. Tínhamos de optar por seguir a ciência assim mesmo ou buscar outra forma de procedimento. Então resolvemos adotar o caminho cientifico. Nossa maior afinidade com a ciência é que, apesar de todos os seus senões, ela exige refutação. Vocês podem ver o lembrete que ostentamos aqui no Instituto: “Não acredite em nada do que lhe dizem, nem mesmo o que é dito aqui. Experimente.”



Entrevista realizada por Marcos Guttmann.










Atuar na Maxifraternidade (Detalhes Imensos)


Muitas pessoas querem ajudar segundo a maxifraternidade ou a ajuda mais ampla e universal possível. No entanto, nas questões práticas da vida humana, só ajudam e fazem algo em favor de pessoas conhecidas. Se um anônimo precisa ou pede auxílio é rapidamente acometido por uma emoção de repulsa, quase de nojo, por alguém se atrever a cruzar o seu caminho. Quem é maxifraterno ajuda quem for, onde for e seja qual for a situação independentemente das opções religiosas, políticas, culturais ou sexuais de alguém. Se preocupar com alguém que não pode te dar nada em troca é um dos últimos graus de sofisticação dentro da assistencialidade magna.


Por Alexandre Pereira.






Encontro com os seres mais evoluídos da Terra


Todas as pessoas que admitem os renascimentos ou a reencarnação (ressoma) sabem que em algum momento de sua história irão parar de renascer. No entanto, para não renascer mais em um corpo físico é preciso chegar num ápice de evolução. Qual nível é necessário atingir antes de chegar nesse ponto? É justamente essa questão aqui abordada.

Segundo a Conscienciologia, esse ápice da evolução humana de alguém que ainda renasce é chamado de Serenão. Porque você nunca ouviu falar de nenhum deles? Porque são anônimos. Isso é fácil de entender, pois qualquer um que apresente domínio sobre a matéria e controle total dos fenômenos parapsíquicos seria facilmente perseguido por fanáticos de todos os tipos e também por governos diversos. Portanto, mesmo sendo extremamente poderosos eles permanecem anônimos em respeito às pessoas.

Para se ter uma ideia de suas capacidades, segue abaixo dois encontros fora do corpo com esses seres e por fim um relato sobre sua habilidade de leitura energética em uma cidade inteira. Estima-se que existam entre 45 e 65 Serenões no planeta (somando tanto os renascidos e os extrafísicos). Mantenha sua criticidade e analise tudo que está aqui, pois não há nenhum objetivo de convencimento ou doutrinação. Sinta-se tranquilo em contestar e discordar.


Encontro de Robert Monroe com o Serenão “Organizador”

Entrevista com o Ser Humano mais Evoluído do Planeta

(Extraído do livro: A Última Jornada / Capítulo 4 / Pag. 59 - 63 / Robert A. Monroe)

Robert A. Monroe estava fora do corpo, conversando com seu amparador - espírito protetor que auxilia nas experiências fora do corpo - quando expressa o desejo de conhecer o Ser Humano mais evoluído da Terra ("Serenão Organizador").

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- Existe uma coisa em sua mente. Um desejo secreto que procura expressar.
- Sim... Há uma pessoa que gostaria de visitar. Você me entende.
- O ser humano mais experiente e desenvolvido do planeta Terra, vivendo em seu mesmo referencial de tempo.
- Exato. Seria mesmo possível?
- Sim, mas o resultado pode não ser o esperado.
- Mesmo assim, gostaria de tentar.
- Eu o levarei.

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Não sei por quanto tempo segui a espiral luminosa pela escuridão afora. De repente estava num quarto quase sem mobília - apenas algumas cadeiras e uma mesa. Duas janelas grandes permitiam a entrada dos raios do sol. Do lado de fora, um horto de árvores altas. Poderia ser em qualquer parte da Terra.

Num dos cantos do quarto uma pessoa de sexo indefinido se encontrava diante de uma escrivaninha. A pele muito lisa, o cabelo castanho claro, caindo abaixo das orelhas. Podia ter entre 30 e 50 anos. As roupas eram simples: apenas uma camisa branca e uma bermuda escura.

Foi a radiação, porém, que me deixou estupefato. Era como estar sob o sol radiante da primavera e envolto por todas as emoções humanas que já existiram. Uma sensação quase esmagadora e ao mesmo tempo familiar. Uma radiação perfeitamente balanceada. Por um momento masculina, no instante seguinte, feminina. Um verdadeiro Ele/Ela...Ele-Ela!

A radiação cessou. A pessoa a quem denominei Ele-Ela olhou para mim. Tinhas olhos profundos, isentos de expressão. Possuía um controle perfeito, embora eu não compreendesse a razão de tanto retraimento.

Os lábios não se moviam, mas eu escutava. Já esperava por isso. Notei uma risadinha gostosa de satisfação.

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- Ele-Ela? Nunca me chamaram assim antes.
- Não quis faltar com o respeito. Não sabia como chamá-lo.
- O nome não importa. Serve como qualquer outro. Você realmente acredita que eu possa lhe ser útil?
- Sempre desejei que sim.
- De que modo?
- Respondendo a algumas perguntas...
- Que benefício poderia obter de minhas respostas?
- Eu... não sei...
- Você insiste em que os outros obtenham suas próprias respostas. Por que com você deveria ser diferente?
(Foi como um soco direto no queixo. Senti como se meu blefe tivesse sido descoberto)
- Realmente. Na verdade meu interesse está em você e não em suas respostas.
- Sou apenas uma unidade em suas estatísticas. Uma em um milhão. Seu amigo fez um bom trabalho conseguindo me localizar.
- Você parece ocidental. Na Terra ninguém acredita que você existe, mas... já nos encontramos antes... só uma vez... não foi?
- Está vendo? Já responde às suas próprias perguntas.
- Sua vida transcorre num único corpo físico. Não tem reencarnado como todos os humanos. Mas... como sei dessas coisas?
- Está lendo minha mente.
- Só uma parte dela - e mesmo assim com sua permissão. Uma vida ininterrupta de 1.800 anos! Como pode permanecer assim... jovem?
- Estou sempre mudando de profissão. Isso mantém qualquer pessoa jovem. Gostou da resposta?
- Ótima. É um prazer encontrá-lo assim. Qual é o seu trabalho no momento?
- Você pode me chamar de organizador ou facilitador, como achar melhor.
- Com a sua capacidade, imagino que viva muito ocupado.
- Eu me mantenho ocupado.
- O quê...? Sim, estou lendo sua mente... dirige uma ambulância, trabalha à noite como barman, é psiquiatra e... vai iniciar um curso de história na universidade. E tem mais ainda.
- Gosto de gente.
- Espere... agora eu lembro bem de você, em Harris Hill... voando num planador. Sim, foi lá!
- Só estava me divertindo um pouco.
- Onde você come e dorme?
- Há muitos anos abandonei tais hábitos.
- Suas conferências sobre história devem ser fascinantes.
- Procuro sempre divertir e confundir meus ouvintes com contradições.
- E seu próximo trabalho? O que pretende fazer?
- Continuar organizando, é claro. Aplicando uma Variável, da mesma forma como você faz. Assim como este livro ou os cursos através dos quais você divulga a percepção extra-sensorial. Tudo isso acrescenta uma variável na vida das pessoas. Mas por que não deixa essas perguntas de lado e lê o que precisa ser organizado e define os objetivos a serem atingidos? Posso lhe fornecer o que você chama de EMOR (Acrônimo para Energia Mental Organizada e Relacionada transmitida de uma mente para outra. Uma onda enorme de energia, uma vibração imensamente poderosa de frequência muito alta. Um livro mental ou gravação completa com níveis mentais e sensoriais. Uma espécie de enorme carga de idéias e pensamentos condensados) a respeito de um plano que não envolva comunismo ou socialismo, capitalismo ou ditadura.
- Dizem que é impossível.
- Exatamente por isso vale a pena tentar. É precisa uma força conjunta de toda a humanidade - e isto só acontecerá a partir do reconhecimento generalizado dessa necessidade, e não através de religiões, competição, crenças políticas ou o uso de armas.
- Isso é grave. O mundo teria de estar passando por uma péssima situação.
- Esta é a razão da espera. A hora há de chegar.
- Jamais houve entendimento entre os homens em todo o mundo.
(A mesma onda de energia que sentira antes tornou a me envolver. Assim que a intensidade diminuiu, percebi que a EMOR estava instalada. Ainda tinha mais uma pergunta a fazer)
- Quando tiver um tempo, que tal organizarmos e trabalharmos essa energia em meu escritório? Precisamos muito disso.
- Na verdade você não precisa de ajuda, mas farei o melhor que puder.
- Estará em corpo físico?
- Certamente. Mas você não me reconhecerá.
- Sabe que tentarei.
- Claro, Ashaneen. E estarei pronto para você. Não poderá me encontrar a menos que eu concorde. Agora, me desculpe, mas tenho um compromisso na universidade.
- Muito obrigado mesmo. Nós nos veremos logo?
- Por enquanto não.

Ele-Ela, o Organizador, deu as costas e retirou-se sem um olhar sequer. Relutante, procurei por meu amigo INSPEC (Acrônimo para Inteligência especial, alguém presumidamente de Inteligência bem maior do que a versão humana = amparador) sem captar nenhuma radiação. Sabia que chegara à hora de retornar ao corpo físico, o que transcorreu sem nenhum problema. Assim que voltei estiquei os braços e concluí que me fora dada uma pista. Ele-Ela chamara-me pelo nome de Ashaneen. Ou teria sido apenas uma brincadeira esperta para me desorientar?

Hoje em dia observo cuidadosamente qualquer desconhecido que venha nos visitar. Deveria ter feito uma aposta.



Encontro de Waldo Vieira com a serenona Monja

Lição de Fraternidade

(Extraído do livro: Projeções da Consciência / Capítulo 57 / Pag. 187 - 189 / Waldo Vieira)

19 de dezembro de 1979, quarta-feira. Temperatura: 25 graus. Umidade: 68%. Deitei-me de costas no leito, às 10 horas e 11 minutos da noite.

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Eu me vi fora do soma com a consciência clara e o raciocínio tranquilo e fui conduzido, a uma longa distância, por um amigo até junto de uma consciex noutro país e noutro continente, que me recomendou apenas segui-la, confiantemente, por onde ela fosse, sem sair de perto.

A consciex feminina, parecendo estar sempre concentrada, numa serenidade inabalável, vestia traje simples de monja e comunicou-me logo influxo agradabilíssimo de energia, apenas com a presença.

Uma sensação de liberdade, deslumbramento e senso de fraternidade indescritíveis me invadiram, numa exaltação consciencial incrivelmente contida. Embora na crosta planetária, usufruía de leveza invulgar do psicossoma. Senti logo que estava diante de uma consciência de elevado nível evolutivo. Tudo em seu ego transpirava harmonia e bem-estar, no entanto, daí a pouco viria a saber, no íntimo, sofria, tinha compaixão pela dor humana.

Experimentei, nas entranhas do eu, a dor de todo o mundo ao tentar aproximar-me ainda mais da psicosfera daquela consciência extraordinária.

Chegamos a lugar paupérrimo, tomado de casas e pequenos quintais com árvores mirradas. O ambiente diverso do Brasil, era bem primitivo e necessitado, claramente visível no dia claro.

A consciex raramente ficava com o psicossoma ereto, de pé. Por toda parte, mesmo durante a volitação daqui para ali ou deslizando pelos lugares terrestres mais íngremes, ela seguia como se estivesse sentada com as pernas cruzadas, numa posição típica à moda ioga, talvez procurando manter as energias em disponibilidade pelo esforço da meditação. Só movia os braços mansamente.

Procurei fazer o mesmo, dentro de minhas possibilidades, por onde íamos. Estivemos em dezenas de tugúrios, onde a benfeitora visitava os doentes, em zonas rurais de difícil acesso, num descampado onde se reunia uma multidão sob a luz do Sol, numa espécie de creche com crianças enfermas, numa instituição de irmãs religiosas parecendo católicas, numa prisão abarrotada de homens maltrapilhos, sujos e barbudos, em grande promiscuidade.

Por toda parte, a mensageira, num silêncio absoluto que tudo compreendia, espalhou inspirações e energias para melhoria da saúde, dos ânimos, da pacificação, do entendimento fraterno, que se experimentava fluindo da sua consciência. Senti, ao seu lado, o meu íntimo pleno de compaixão, júbilo, ternura, compreensão, humanidade, abnegação, e todas as ideias e os sentimentos elevados e construtivos de que ainda não sou capaz de produzir por mim mesmo.

Onde chegávamos, as consciexes presentes se afastavam, reverentes em silêncio, à aproximação da Amparadora, inclusive rebeldes assediadores e enfermos mentais. Não presenciei nenhuma confrontação energética, habituais aos trabalhos de desassédio e assistência extrafísica. Parecia que chegava com a emissária do bem, uma varredura dos infortúnios enxaguando com água viva as consciências e os elementos. É fantástico o poder do amor puro!

Não sei expressar, sinceramente, a profundidade do que vivenciei durante a excursão com essa Amparadora, verdadeira trajetória de luz e paz.

Intriga-me o fato de que nada perguntava, somente socorria. Já chegava sabendo tudo, a respeito de todos, melhorando consciências e ambientes, como se fosse por mágica.

Ela dispunha de metodologia precisa para auxiliar, colocando-se acima de todas as desavenças, rótulos, fronteiras e emoções terra-a-terra, como se fora uma bênção que se projetou do infinito e materializou-se, ali em meio ao sofrimento e à incompreensão.

Mais uma vez, os fatos extrafísicos confirmam: o emocionalismo constitui desequilíbrio-involução e a serenidade atesta o equilíbrio-evolução. Estranho, mas o amor puro é tranquilo.

Não posso esquecer aqui um incidente. Ao avistar algumas criações humanas negativas junto a uma construção, em meio às quais distingui cartazes e alguns instrumentos parecendo armas, a consciex estendeu simplesmente os braços e, em segundos, todo o material ardia fisicamente num fogo brando que se apagou logo e toda a parafernália dos trastes humanos desaparecera, ficando em seu lugar as manchas escuras das labaredas. Como explicar o fato e enquadrá-lo dentro das leis conhecidas? O acontecimento constituiu a maior prova de que a matéria densa e as construções extrafísicas são substâncias derivadas da mesma fonte. Falta a nós, humanos, o know-how, ou o modus faciendi, e a energia para operar prodígios, sem nenhuma derrogação dos princípios universais, manipulando a matéria, ou vice-versa, simultaneamente.
Como sempre, a projeção consciente leva o indivíduo a ter contato com graus variados de experiências supranormais, fora de toda previsão. Que energia extraordinária possui uma consciência superior? Quanto esforço essa estrela-usina-de-desassédio-e-de-assistência-extrafísica não deve ter despendido para chegar a tal ácume de desenvolvimento?

Uma das crianças, com alguns dias de vida, das que estavam no interior da creche rústica, assistida especialmente pela consciex, recebeu uma transmissão de fatores nutrientes energéticos tão fortes que pareceu crescer de tamanho sob a minha observação. Uma enfermeira ao entrar, notou a diferença das condições intrafísicas da recém-nascida e saiu para o pátio, alegre, com o bebê nos braços.

Outra criança nos seus 7 anos de idade, que estava naquela instituição, entreviu a presença da Amparadora, porque ficou estática, fixando a direção dela, até que, compadecida, a consciex pôs-lhe a destra na cabeça. A garota sorriu, feliz, e deixou o recinto cantarolando e dançando.

Não ouvi, durante todo o período de vivências extrafísicas, nenhum diálogo transmental da consciex, que não perdeu um momento sequer de auxílio sob todas as formas, acionando o seu dínamo interior de afeto puro para as criaturas de todas as condições e procedências que deparou pela frente. Talvez essa tenha sido a maior lição de fraternidade pura que já recebi nesta seriéxis. A consciex devia saber isso ao me despedir, em silêncio, apenas com a paz dos meus pensamentos de gratidão.

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Despertei-me no soma e verti lágrimas sentidas por alguns minutos, quando me lembrei do relógio. A existência humana exigia continuação. Eram 11 horas e 43 minutos da noite. Levantei-me para grafar as reminiscências da projeção que chegaram à minha memória imperturbavelmente nítidas.



Rastreamento energético de Serenão

(Trecho extraído do tratado 700 Experimentos da Conscienciologia de Waldo Vieira)

Serenão. Um Serenão, na dimensão extrafísica, ao concentrar a sua atenção sobre o Grande Rio de Janeiro, à noite, por exemplo, não verá tão-só as milhares de lâmpadas com luzes imóveis ou faiscantes. Nem sentirá apenas os milhões de focos de ECs, ou energias conscienciais, que constituem os seus habitantes.

Identificação. Se quiser, o Serenão perceberá, localizará e identificará, em segundos, consciência a consciência, exatamente, os 10 centros conscienciais evolutivamente mais potentes, destacados, de modo claro, dentre todos os objetos e os milhões de seres vivos que respiram, no momento, no Grande Rio de Janeiro.

Singularidade. Se você é mais potente evolutivamente, nenhuma consciex de evolução maior deixa de rastrear a sua presença única onde quer que você esteja. Seu nível pessoal de consciencialidade desperta é inconfundível no meio dos outros seres.

Reflexão. Para essa detecção imediata e direta, não são obstáculos: as dimensões, o tempo, o espaço, a forma, as montanhas, os edifícios, as paredes ou os corpos. Pense e reflita sobre isso quando defrontar com os seus problemas, conflitos, vicissitudes e percalços de animal humano no dia-a-dia, o ano inteiro, em qualquer lugar.

Consciencialidade. Não vale enganar mais a si mesmo através de autocorrupções. Se refletir nesse nível apurado de consciencialidade, verá como se tornam banais e ridículas as preocupações materiais transitórias em relação à realidade da sua condição permanente de consciência lúcida. Os instintos, apetites, interesses terra a terra, valores egoísticos e mágoas deixarão de ter a imensa expressão que as pessoas medíocres e animalóides, ainda atribuem a eles e aos quais se aferram tão cegamente na vida humana.



Este texto traz apenas informações básicas.
Estude! Se aprofunde mais no assunto!
E não acredite em nada. Experimente!

Por Alexandre Pereira.


** Não entendeu alguma palavra? - GLOSSÁRIO.


“Site destinado aos textos do autor sobre a Pesquisa da Consciência ao longo de mais de 20 anos de estudo. Todo conteúdo é fruto de OPINIÕES PESSOAIS servidas à moda da casa. Não acredite em nada, nem mesmo no que está escrito aqui, e tenha suas experiências pessoais.