23 razões para esquecer o horóscopo e a astrologia

18:43:00 Administrador 0 Comments


Muitos dizem que a astrologia é incompleta, mas não errada. Entretanto, se algo diz antever o destino sob uma ótica limitada é óbvio que precisão será algo raro. É fato que os horóscopos estão entre as ilusões mais queridas pelas sociedades humanas. Segue abaixo 23 razões que fazem o horóscopo e o mapa astrológico ser ineficiente ao que se propõe:


01. Ignora suas vidas passadas.

A astrologia nivela todas as pessoas como se nenhum indivíduo tivesse vidas passadas. Isto é, pouco importa o seu passado ou seu nível de maturidade alcançado com o somatório de esforços milenares, pois sua personalidade é definida, por exemplo, segundo a data de nascimento. Quem admite que viveu vidas passadas ou já teve recordações entende que o temperamento pouco muda de uma vida para outra e que a influências dos astros é irrelevante. A essência humana é muito mais complexa do que mera submissão de agentes externos.

02. É contrário ao livre arbítrio.

É fácil utilizar o calendário e o céu estrelado como “argumento’” para se desvencilhar de responsabilidades e obrigações. Afinal, tudo já está determinado pelos astros e teoricamente não há nada que possa ser feito para mudar o “destino”. Existe o livre-arbítrio ou estamos fadados ao determinismo? Na evolução da consciência um item fundamental é o discernimento ou a maturidade das escolhas frente inúmeras decisões existenciais. As escolhas são estritamente pessoais e não mera persuasão estelar.

03. Trata o mundo da consciência apenas como loc externo.

Quem segue a astrologia cegamente é provavelmente uma pessoa que leva sua vida apenas no loc externo. Mas o que é isso? Resumidamente, é a postura de achar que o mundo fora de você (ou externo) comanda totalmente o seu interior. Dessa forma, seus pensamentos, emoções, princípios e condutas são ditadas apenas pelo meio e o seu poder íntimo (ou loc interno) é totalmente banalizado. A astrologia trata a vida como sendo mera consequência do posicionamento no céu e muitos assuntos prioritários sequer são mencionados. Como é sua força íntima?

04. É uma terceirização evolutiva.

Essa postura de delegar a algo ou alguém o rumo da própria vida infelizmente é uma fuga comum frente decisões e responsabilidades gerais. Afinal, se der errado a culpa não é sua mais de quem ou do que traçou sua rota. Essa terceirização evolutiva pode parecer algo razoável quando, na verdade, é uma forma de covardia existencial. Não é cômodo, por exemplo, ficar sentado esperando que “Deus” resolva seus problemas na vida? A consulta astrológica para tomar grandes decisões mostra que a personalidade em questão ainda é imatura quanto a autoliderança. Você terceiriza a própria evolução?

05. Desconsidera os seres extrafísicos.

A astrologia fala da vida e do que está por vir e ignora completamente os seres extrafísicos ou personalidades que já passaram pelo descarte do corpo físico. Cabe lembrar que esses seres extrafísicos influenciam e interferem muito mais que planetas e astros inanimados. O horóscopo avalia uma vida simplesmente perante uma ótica quase materialista. Essa visão apenas do mundo material se torna mutilada perante as inúmeras forças e condições multidimensionais que influenciam nossa existência no cosmos. Você só dá valor ao que é visível aos olhos?

06. Nem toda sincronicidade pode ser generalizada.

O Universo está lotado de sincronicidades abrangendo desde as pequenas até as gigantescas. Lembrando que uma sincronicidade pode ser incrível para mim e irrelevante para você, pois tudo depende do indivíduo e seu mundo particular. Ou seja, perante a astrologia podem acontecer inúmeras sincronicidades pessoais e personalíssimas, mas que não podem generalizadas aos demais ou com isso dizer que se trata de uma verdade universal. Não é porque deu certo uma vez que deve ser tratada de modo inquestionável. A rigor, tudo é sincrônico.

07. Promove atitudes irracionais.

Quando se leva o horóscopo como condutor existencial é possível perder inúmeras oportunidades ou mesmo se colocar em situações irracionais. Como exemplo desse ponto, basta analisar o famoso caso da indiana de apenas 4 anos que se casou com seu cachorro, numa cerimônia com 150 convidados, para se livrar da influência “maligna” de saturno. No decorrer da história há milhares de casos absurdos em função de crenças infundadas baseadas apenas na posição astrológica. Se o céu noturno fosse outro você seria diferente? Tem certeza?

08. É uma justificativa para o comportamento.

A utilização astrológica serve em muitos casos como desculpa esfarrapada perante a falta de melhoria pessoal. Assim sendo é mais fácil dizer “sou possessiva porque o meu signo é tal” ou afirmações similares. Para quem delega sua personalidade para algo tão externo realmente não deve fazer muito sentido evoluir enquanto pessoa e “contrariar” o que as estrelas “dizem”. Para a grande massa é melhor se reafirmar frente aos defeitos do signo ao invés de fazer algo a respeito para mudar. Afinal, como seria a humanidade se todos se esforçassem para evoluir continuamente?

09. Pode atrapalhar relações afetivas.

Os relacionamentos afetivos-sexuais podem ser prejudicados em função do que o horóscopo diz independentemente do que o próprio indivíduo sente. Quantas pessoas já deixaram de investir em alguém “porque os signos não batem”? Ou mesmo se deixaram influenciar porque o signo da outra pessoa diz que é alguém com certa característica que não é apreciada? Ao invés de perceber que cada pessoa é única preferem seguir a cartilha que nivela todas as pessoas em função, por exemplo, da época do nascimento. A astrologia já prejudicou sua afetividade?

10. Desconhece o temperamento e a evolução pessoal.

Quem estuda vidas passadas percebe que o temperamento pessoal faz mudanças profundas em um ritmo lento e gradual no decorrer dos renascimentos humanos. Como a astrologia ignora o nosso passado multimilenar, como fica o nascimento ao longo das vidas sucessivas? Alguém sempre irá renascer em outubro para justificar seu comportamento? Ou se nascer em outro mês terá um temperamento diferente? O desconhecimento quanto aos mecanismos da evolução das consciências por si só torna o horóscopo obsoleto.

11. É contraditória e de resultados opostos.

Ao consultar vários astrólogos é fácil confirmar que não existe verdade astrológica. Ou seja, cada pessoa diz uma coisa e muitas vezes a leitura dos astros é contraditória. Basta ver, por exemplo, as consultas realizadas por televisões sobre as previsões para o próximo ano onde quase ninguém acerta ou tem previsões facilmente questionáveis. Mesmo com tanto erro e com tantos resultados falhos muitos ainda depositam suas esperanças e fragilidades nesse tipo de “jogo”. Com uma taxa de erro tão alta é espantoso que esse tipo de prática ainda tenha evidência. Algo é correto quando quase todos erram?

12. É um modo de manipulação.

A astrologia pode ser usada como instrumento que dita normas e condutas ainda que sejam opostas a vontade do indivíduo. Quem se sujeita a esse tipo de intrusão quanto a própria liberdade deve estar ciente que será manipulado por astrólogos ou por informações altamente questionáveis. Por viver indiretamente um estado de submissão a maioria das pessoas não consegue perceber a perda de oportunidades em decorrência da falta de liberdade mental. Você gosta de ser dominado e tem aversão pela independência?

13. É uma associação infantil.

Enquanto estava na creche, este autor fazia atividades de ligar pontos numerados até formar imagens como coelhos, pássaros e assim por diante. De modo semelhante a astrologia se utiliza de recurso similar ao olhar pontos no céu e “enxergar” um escorpião bem como outros animais e assim por diante. Antes de tudo é necessário um exercício de imaginação e criatividade para ver essas imagens ao unir os pontos luminosos das estrelas. Vale lembrar que essas figuras são totalmente diferentes ao serem vistas por outro ângulo diferente do nosso. Tudo mera criação humana.

14. É muleta de pessoas inseguras e sugestionáveis.

A astrologia acaba servindo como um arrimo dispensável para pessoas que vivem uma vida carente de conhecimentos e de autoconfiança. Para uma pessoa sugestionável ou mesmo de mentalidade fraca é mais fácil correr atrás de respostas superficiais ao invés de enfrentar as incertezas da vida de modo maduro. Toda forma de muleta psicológica pode trazer certo alívio imediato, mas não atende as demandas evolutivas frente as frustrações inevitáveis da vida humana. Você se apoia em algo para se sentir seguro?

15. Fala sempre de modo superficial.

Por ter diversas limitações, o horóscopo sempre é posto de modo simplista e com pouca profundidade na maioria dos casos. Esse ponto é interessante já que evidencia que uma mesma predição pode ser interpretada como válida por muitas pessoas, mesmo de signos diferentes. Essa superficialidade termina por influenciar quem imagina que a vida flui por temas semelhantes e um item pouco explorado é justamente os pontos que não se concretizaram. Quantas previsões que não deram nada certo? São a maioria?

16. Generaliza todas as pessoas.

A astrologia acaba generalizando as pessoas basicamente em 12 tipos diferentes (mesmo falando em “ascendentes”). Talvez seja um dos maiores erros dessa área. Há milhares de padrões e diferenças entre as personalidades e condutas existentes. Como ressalta a Conscienciologia, cada personalidade é um microuniverso único, de história existencial personalíssima, que apesar de algumas similitudes não merece ser nivelado uniformemente. Toda generalização tende a reduções e desinformações.

17. Há uma conduta mercantilista embutida.

A astrologia atualmente é usada como meio de comércio e para ter “respostas” é preciso pagar (em muitos casos pagar muito caro, diga-se de passagem). Dessa forma, a área está repleta de pessoas que mais necessitam de dinheiro do que possuem informações razoáveis para repassar. Essa conduta mercantilista torna a astrologia um campo fértil para malandragens e ações patológicas de indivíduos preocupados unicamente com ganhos financeiros. O dinheiro traz embustes de todos os tipos de caráter.

18. Se vale apenas de poucos astros visíveis.

As estrelas e astros observados na noite são ínfimos frente a quantidade existente a nossa volta. Numa noite límpida e estrelada consegue-se ver em média cerca de 8 mil estrelas, mas, apenas em nossa galáxia, há mais de 100 bilhões delas sem contar os novos planetas descobertos e os milhares ainda desconhecidos. Apesar dessa infinidade de corpos celestes apenas alguns poucos visíveis são utilizados para as previsões futuras. Quem se vale dos astros para guiar a própria vida está agindo como um cego que pede ajuda a um míope.

19. É resquício de uma época remota e ignorante.

A leitura dos astros remete a tempos remotos onde as populações olhavam muito mais para os céus e para a natureza em função da baixa tecnologia existente. Nesse período de imensa ignorância o ser humano pensava ser o centro do Universo e tratava a Terra como plana e outras coisas do gênero. Nesse sentido, a astrologia é apenas mais uma forma de “mitologia” capaz de criar histórias, fábulas e contos para povos que careciam de explicações e que buscavam padrões no céu para entender suas próprias existências. A essência de algo diz muito sobre sua finalidade.

20. Julgavam que os planetas eram deuses.

Devido à falta de conhecimento e entendimento básico do Universo, criou-se antigamente a falsa ideia de que os planetas observados durante a noite eram deuses. Na época até fazia algum sentido: todo o céu de estrelas é fixo e se movimenta de modo simultâneo, mas, nesse meio observaram que algumas “estrelas” (que na verdade são planetas) simplesmente seguiam caminhos próprios frente ao firmamento. Inclusive, a palavra planeta vem de “errante”. Veja que é com esse tipo de informação que se almejava traçar o futuro das pessoas.

21. Está ligado a um calendário mutilado.

As pessoas que desconhecem o calendário gregoriano e sua história podem cair no erro de considerá-lo adequado. O calendário oficial foi totalmente remendado e mutilado no decorrer dos séculos. Estar ligado a esse tipo de marcação do tempo apenas enfatiza uma tentativa malsucedida de leitura do cosmos. Apenas para se ter uma ideia, o calendário ocidental teve de ser ajustado e simplesmente “perdeu dez dias” devido a um decreto papal no ano de 1582. Os calendários divergem.

22. É uma exploração da boa-fé das pessoas.

Já se dizia que para quem está numa tempestade qualquer porto serve. Até certo ponto, os horóscopos podem ser vistos como espécie de arrimo emocional em diversas partes do mundo onde se valoriza esse tipo de assunto. É ruim quando pessoas fragilizadas e carentes emocionais são facilmente conduzidas para caminhos nem sempre sadios, ditados por alguma “leitura” dos astros. Quem se utiliza da boa-fé do outro de modo lúcido é mero assediador interconsciencial.

23. A ciência não consegue comprovar.

Desde os anos 50 há uma busca científica pela comprovação da astrologia e como se deve imaginar os resultados não são nada animadores. Obviamente que nem toda a verdade universal pode ser comprovada pela ciência convencional atual até porque a mesma ainda possui diversas limitações. Entretanto, como os horóscopos se baseiam em fatos e ocorrências diretas com a vida humana não fica tão difícil checar se as previsões se confirmam. E até o presente momento não há acertos que sejam expressivos ou significativos. Você analisa ou meramente deseja?

Esse autor já ouviu de diversas fontes que, por exemplo, o jornalista que chegava por último na redação era responsável por fazer o horóscopo. Ou seja, uma espécie de punição pelo horário tardio. Os leitores, obviamente, nunca souberam desse tipo de ocorrência. Quantas pessoas não leram esse “horóscopo do castigo” e depositaram sua confiança nele? Há quem prefira banalizar os erros e valorizar só aquilo que se quer ver.

E as mudanças que ocorrem no eixo da Terra?


Este texto traz apenas informações básicas.
Estude! Se aprofunde mais no assunto!
E não acredite em nada. Experimente!

Por Alexandre Pereira.


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