Trador: Um Novo Elemento Conscienciométrico

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Resumo:
Esse trabalho visa apresentar uma neoverpon referente à Conscienciometrologia, apresentando o neologismo trador, ou traço dormente, um novo elemento para a análise intraconsciencial. A metodologia de conceituação foi feita a partir de insights parapsíquicos e de análises pessoais que foram compiladas em uma série de novas abordagens, questionamentos e conclusões capazes de ampliar o entendimento das manifestações multiexistenciais da consciência. O artigo também explora as diferenças básicas entre o trafal, ou traço faltante, e a neoverpon proposta, além de relacionar o assunto com diversas especialidades da Conscienciologia. Com essa verpon, espera-se fomentar a qualificação e o profissionalismo da autopesquisa e da reciclagem existencial.

Palavras-chave: Autopesquisa, Conscienciometria, Traforologia, Pensenidade, Evoluciologia e Holomaturidade.

INTRODUÇÃO
Contexto. Os questionamentos em relação ao conceito apresentado começaram em novembro de 2010, após a participação em curso ECP2, e foram ganhando corpo enquanto este autor analisava os conceitos de subnível evolutivo e traço faltante. Com o passar do tempo, o entendimento e a clareza foram se ampliando, inclusive o modo de enxergar a multiexistencialidade e a holomemória.
Objetivo. O objetivo desse artigo é apresentar o conceito de trador ou traço dormente, considerando a aplicabilidade e o fato de ser um conceito original, contribuindo com a expansão e o aprimoramento da Conscienciometria, da Traforologia e da própria Conscienciologia através dessa verpon. Dessa forma, fomentando a qualificação e o profissionalismo da autopesquisa e das reciclagens intraconscienciais.
Metodologia. Esse artigo foi elaborado a partir de análises e pessoais, de informação extrafísica e de insigths que serviram de base para a sistematização do novo conceito e de suas características comuns, diferenciações conceituais e relações com as especialidades conscienciológicas.
Seções. O artigo foi organizado didaticamente através das seguintes seções:
1.      Trador: Traço Dormente.
2.      Relação com o Trafal.
3.      Etiologia do Trador.
4.      Casuística Pessoal.
5.      Aprofundamento do Trador.

TRADOR: TRAÇO DORMENTE
Definição. O trador (acrônimo para traço dormente) é a condição de traço, talento ou habilidade, homeostático ou patológico, já desenvolvido na história multiexistencial da consciência que, no entanto, permanece ausente, não manifesto e não utilizado na atual vida intrafísica.
Sinonímia. Trafor adormecido, trafor atrofiado, traço oculto, traço entorpecido, poder esquecido, capacidade inutilizada, subnível traforístico, qualidade paragenética desconhecida, irrecuperação de cons, trafar reprimido, traço negligenciado, holomemória defasada.
Neologismo. O neologismo trador surgiu através de análise e observações sobre o assunto, iniciadas em 2010 após a participação no curso ECP2 (Extensão em Conscienciologia e Projeciologia 2) ministrado pelo Instituto Internacional de Conscienciologia e Projeciologia (IIPC) quando a dupla evolutiva deste autor, durante a conversa com a consciex que se manifestava pelo epicon, recebeu, a seguinte informação, entre outras:

    Coloque a força e a determinação, que estão adormecidas, para fora”.

Questionamento. A partir dessa informação, foram iniciados diversos questionamentos sobre a aplicação de nossos trafores como, por exemplo, estes listados abaixo:
1. Somos capazes de manifestar plenamente os nossos trafores, todos ao mesmo tempo, nessa vida?
2. Quantos trafores já desenvolvidos que, por algum motivo, estão completamente perdidos dentro de nossa intraconsciencialidade?
3. Manter um trafor apagado é sinal de imaturidade consciencial?

Consulta. Ao consultar arquivos e vivências pessoais e de observar a manifestação de outras consciências, revendo inclusive, obras de relatos e biografias, foi possível chegar a algumas conclusões lógicas e pertinentes que levaram à hipótese de 2 categorias:
1. Tradores Superavitários: são os traços experientes que continuam ocultos, mas que geram saldos positivos e superavitários. Eis alguns exemplos:
A. Arte. A personalidade genial na arte, de múltiplso talentos artísticos, que nas últimas vidas vive mais ligada às idéias e à racionalidade.
B. Psicomotricidade. O esportista ou atleta laureado do passado, que exercita atualmente seu corpo na medida certa, talvez até desabrochando para os outros veículos de manifestação. Certas glórias do passado, enquanto a consciência estiver predominantemente egocêntrica, merecem ficar num recanto bem nebuloso de nossa memória.
C. Belicismo. O guerreiro de antigamente, preciso e frio na matança profissional, especialista em como atacar e ser mortalmente eficaz, que hoje em dia está aprendendo a fazer concessões e, as poucos, está descobrindo o sentido da interassistencialidade e da serenidade íntima.

2. Tradores Patológicos: são os traços experientes que, ao se manterem inutilizados, acabam contribuindo para o subnível evolutivo. Eis alguns exemplos:
A. Bioenergias. O energizador veterano, que já mexeu com energia em alto nível, e que nessa vida está com seus chacras e canais energéticos bloqueados, sofrendo ressacas e vampirismos energéticos.
B. Projetabilidade. O projetor lúcido de outrora, com grande capacidade de trânsito interdimensional, que atualmente vive em um estado de comatose evolutiva e multidimensional.
C. Intelectualidade. O erudito do passado, que vivia sob grande influência intelectual, à frente de seu tempo, dominando as verpons da época, e que hoje sente preguiça de pegar um livro ou mesmo de refletir com profundidade.
D. Comunicabilidade. O grande comunicador do passado, atuante com força presencial e sociabilidade brilhante, que hoje vive no individualismo, até mesmo admitindo-se solteirão convicto, parecendo estar sob influência autista.

Cons. Ao perceber a lógica de tal ocorrência, ainda sem um conceito claro sobre o tema, percebi que o trador sempre esteve presente, contudo, estando velado. Basta pensarmos no conceito de recuperação de cons. Quanto mais uma conscin se empenhar, maior quantidade de cons (maturidade-informações-paragenética) ela irá recuperar dela mesma, de seu nível quando atuava como consciex. Mas e as informações que nós temos, mas que não recuperamos? Haverá cons magnos da evolução que não recuperei? Eis a clareza do conceito de trador.
Similitude. Ao se entender o que é um trador, provavelmente ocorrerá a pergunta: mas isso não é o mesmo que trafal ou traço faltante? A rigor, são conceitos aproximados, contudo muito diferentes entre si na essência. “Conhecimento real é saber a extensão da própria ignorância” (Confúcio).

RELAÇÃO COM O TRAFAL
Definição. O trafal (acrônimo de traço faltante) é a condição da ausência de determinado trafor – traço-força – básico para a personalidade ou consciência, conscin ou consciex, completar o quadro pessoal, razoável, conscienciométrico, do próprio nível evolutivo. (Vieira, 2010, 6886).
Diferença. Apesar de também serem traços não atuantes nessa existência, os trafais são traços totalmente inexperientes da consciência em sua jornada multiexistencial. Enquanto que o trador é um traço já trabalhado e, até certo ponto, desenvolvido, porém que permanece escondido.

Os traços dormentes, quando são evolutivos, atuam como
autossabotadores inconscientes de nossa própria história,
retardando a autoevolução e a interassistencialidade magna.
E se o seu megatrafor, atualmente, for um trador?

Paralelo. A fim de exemplificar ainda mais essa diferença de modo mais abrangente, eis um paralelo que evidencia as diferenças básicas entra a natureza do trafal e do trador:


TRAFAL
TRADOR
É um traço imaturo, inexperiente.
Traço oculto, com certo desenvolvimento.
Demonstra falta de investimento.
Demonstra falta de autoconhecimento.
Não é evolutivo.
É positivo se forem traços dispensáveis.
Requer mais tempo para se desenvolver.
Superação rápida e eficiente.
É preciso aprender.
É preciso reaprender.
Sente-se inábil.
Sente-se incompleto.
É um convite à experimentação.
É um convite à retomada.
Tem a opção de reciclar.
Tem a opção de resgatar.
Compromete nossa competência.
Compromete nosso desenvolvimento.
É um traço que realmente falta?
O quanto esse traço já foi trabalhado?
É uma lacuna evolutiva.
É o subnível evolutivo.
Inexistente na intermissão.
Possível retorno na intermissão.
Pode ser a Síndrome de Peter Pan
Pode ser a Síndrome do Avestruzismo.
Problemática: evoluciologia.
Problemática: holomemória.
Incompetência consciencial.
Talento esquecido.
Postura fossilizadora?
Postura automimética?
É uma aquisição futura.
É um ilustre anônimo.
É uma falta que faz diferença?
Será o megatrafor?


ETIOLOGIA DO TRADOR
Causa. Para entendermos melhor as razões da existência de traços dormentes, podemos averiguar o paradigma consciencial e suas teorias. Assim chegamos a algumas hipóteses para a sua existência como, por exemplo, estas 12 listadas em ordem alfabética:
01. Assedialidade. Uma possibilidade que deve ser considerada é a influência assediadora capaz de manter intrusões e pensamentos viciosos (idéias fixas) que não permitem espaço mental para a consciência pensar e atuar de modo diferente (VIEIRA, 1999, p. 707).
02. Autocorrupção. A ação autocorrupta da pessoa que sente ter grandes capacidades em determinadas atividades, percebendo-se capaz de fazer muito mais, porém que prefere não assumir suas responsabilidades, banalizando seu próprio potencial em detrimento marginal de si mesmo.
03. Conviviologia. A opinião dos outros, principalmente durante a fase da infância, pode desestimular inúmeras aptidões conscienciais que, em muitos casos, precisa realizar posteriormente um processo de reeducação com maior ou menor dificuldade.
04. Genética. Certas alterações corporais como doenças, disfunções e problemáticas advindas do próprio soma, que não têm relação direta com certos traços podem, no entanto, suprimi-los ou distorcê-los. Condição muito nítida ao se analisar as manifestações de uma consciência ora em corpo masculino, ora em corpo feminino e de suas habilidades relacionadas estritamente com o gênero. Haveria algum mecanismo cerebral capaz de direcionar nossos trafores de acordo com o cérebro ou o soma?
05. Imaturidades. Falta de holomaturidade integral, baseada mais na própria instintividade subcerebral do que na racionalidade do mentalsoma.
06. Limitações Parapsíquicas. Devido a certos bloqueios corticais ou mesmo limitações parapsíquicas, que praticamente incapacitam a conscin de adquirir tanto idéias inatas quanto trafores holobiográficos.
07. Medos. Os medos que fazem as pessoas não saírem de suas zonas de conforto. Um tipo de trador, quando lúcido, é o da pessoa possuidora da sucessofobia ou o pavor de ser bem-sucedido, paradoxalmente. Na sucessofobia o pensamento central se parece como algo assim: “afinal de contas: e se eu for muito bom e tudo der certo, mesmo sendo trabalhoso?
08. Mesologia. A cultura ou o meio podem estimular certos traços ou sufocar outros. Para uma consciência evoluída, que vive além da ilusão da matéria intrafísica, a mesologia é basicamente um problema inicial e temporário.
09. Proéxis. De acordo com a proéxis de uma pessoa, um trafor pode não ter muita relevância naquele contexto ou época. Isto é, a sua utilização realmente não se faz necessária e o seu “esquecimento intrafísico” não gera conflitos íntimos.
10. Retrocognição. Uma das causas mais prováveis do trador é justamente a ausência de retrocognições, ou recordações de nossas vivências passadas, o que atinge a maior parte das pessoas. Cabe lembrar que a retrocognição não é única forma de identificar um trador: as tendências pessoais e os medos são aspectos muito reveladores.
11. Sobrevivência. Em casos mais extremados, podemos dizer que a ressoma em locais caóticos como em situações de combates, guerras civis e exacerbação da violência, pode gerar uma pensenidade mais voltada à sobrevivência do que para maiores realizações.
12. Traumas. A utilização de trafores para algum fim anticosmoético que gerou arrependimentos e remorsos. Exemplo: a pessoa que em seu passado mexeu com as energias para prejudicar ou matar os outros. Nessa vida, ao ouvir falar em energia, sente mais como um perigo iminente do que como uma ferramenta evolutiva.

CASUÍSTICA PESSOAL
Casuística. Este autor, mesmo quando já estava na faculdade, foi sempre mediano ou ruim no processo das idéias e da escrita. Nunca tendo interesse ou motivação para nada relativo ao assunto. Contudo, depois de ir pela primeira vez ao CEAEC, em dezembro de 1999, alguma coisa começou a mudar intimamente, mesmo sem ninguém me dizer nada sobre essa questão.
Retomada. Ao retornar para casa, mesmo sem recurso ou orientação, foi iniciada a escrita de um artigo. As idéias simplesmente começaram a borbulhar no mentalsoma. Mas o processo de elaboração de pensamento e de escrita era sofrível por estar enferrujado nesta seriéxis. Muito tempo se passou, ocupando muitas horas e folhas de papel, para escrever apenas 5 páginas. Mas foi um marco pessoal.
Treinamento. Desde o ano 2000 venho treinando e me esforçando em desenvolver a escrita. Cheguei a escrever 2 livros iniciais apenas para treinar (um conscienciológico e um literato, que provavelmente serão retomados daqui alguns anos), e venho atualmente desenvolvendo diversos trabalhos que serão futuros livros. A escrita já está aperfeiçoada apesar de ainda existir muito que melhorar. Durante o processo, no qual acordei diversos tradores vinculados à escrita, pesquisa e registro, tendo o acompanhamento de uma consciex amparadora que se fazia presente sempre que a escrita era iniciada.
Exemplos. Eis os 8 tradores mais significativos recuperados nesse processo da comunicabilidade, listados em ordem alfabética:
1.         Associação de idéias.
2.         Criatividade.
3.         Grafopensenidade assistencial.
4.         Parapsiquismo intelectual.
5.         Reflexão.
6.         Registro e análise.
7.         Síntese e objetividade.
8.         Tares.

Despertar. Não poderia supor que uma visita a Foz desencadearia a retomada do holopensene das gescons, que é basicamente a linha básica desta atual proéxis. Na época da escola e da faculdade as notas nas redações eram no máximo seis, mas, entretanto, tirando em 2008 uma nota 9,7 em concurso público. Acabar com essa dormência não é tão simples, mas o despertar de tantos tradores, que com o tempo se fixaram novamente como trafores, foi surpreendente.
Recin. O trador como verpon traz o esclarecimento e o entendimento de que possuímos traços, por vezes geniais, que não fazemos idéia. Portanto, se você é desses indivíduos que possuem medo de mudar ou mesmo se é do tipo que continua escravizado por uma auto-estima pobre, julgando-se despreparado e incapaz, vale a pena repensar essa situação permitindo-se fracassar ou se descobrir mais forte.
Coragem. Nenhuma evolução madura existe sem um percentual significativo de autoconfiança. A coragem nas recins evidencia não apenas despojamento mas, sobretudo, vontade sincera em acertar. Se já é trabalhoso evoluir no nosso nível, imagine deixando enferrujar os próprios ganhos evolutivos.

A rigor, somente quem possui acesso integral à holomemória
não possui mais nenhum trador ou lacuna cognitiva.
O acúmulo lúcido de todos os nossos trafores multiexistenciais
é que nos torna verdadeiros fulcros de lucidez.

APROFUNDAMENTO DO TRAFOR DORMENTE
Especialidades. De acordo com as atuais especialidades da Conscienciologia, podemos relacionar o trador com inúmeras áreas, como por exemplo estas 26, listadas abaixo em ordem alfabética:
01. Androssomática. Por existir diferenças cerebrais e hormonais que diferenciam o corpo masculino do feminino, tudo indica que a maioria dos homens tem mais facilidade para relembrar certos traços mais relacionados aos androssomas passados e, dessa forma, manter tradores de quando atuavam como mulher. Será em vista dos traços dormentes que um machão raramente se lembra de ter sido uma delicada donzela?
02. Assistenciologia. O trador ou traço dormente, quando pertencente ao âmbito da Assistenciologia, acaba atuando como um dos maiores estagnadores evolutivos. Um indivíduo que passa várias existências desenvolvendo e aplicando o trafor do esclarecimento e da racionalidade e que, por alguma razão específica, em uma vida volta-se unicamente para a tacon, não sendo a proéxis pessoal, está claramente em subnível perante si mesmo.
03. Autopesquisologia. Pela Autopesquisologia, a trabalhosa identificação de nossos tradores é oportunidade ímpar de otimização existencial, funcionando como um aditivo de motivação para nossas reciclagens. Trador: talento desperdiçado.
04. Comunicologia. A escolha de uma consciência em não mais se comunicar com o que esteja fora de si, como ocorre no autismo, demonstra claramente a opção negativa pelo trador deficitário. Ou seja, a consciência abre mão de se comunicar e interagir para viver afogado em seu próprio universo íntimo.
05. Consciencioterapia. De acordo com a Consciencioterapia, todo evoluciente pode contar com o auxílio profissional e competente de um consciencioterapeuta para retomar o percurso de sua proéxis e eliminar os tradores reprimidos. Todo traço é reciclável, assim como todo trador é restaurável.
06. Cosmoconscienciologia. Uma das hipóteses que explica o fato de ainda possuirmos muitos tradores é justamente a falta de vivência pelo mentalsoma e principalmente do fenômeno da Cosmoconsciência. Não é difícil ouvir alguém que já desfrutou da cosmoconsciência se referir a esse momento como um estado de plenitude íntima.
07. Cosmoética. Ao que tudo indica, quanto maior é nossa cosmoética, maior é nossa competência e responsabilidade para termos mais amplitude e poder consciencial. O despertar de nossas potencialidades adormecidas unido a cosmoética incorruptível atua como um grande catalisador evolutivo.
08. Despertologia. Existem consciexes que estão no nível da desperticidade e que não conseguem manter o mesmo padrão de atuação na vida intrafísica, quando são conscins. A eliminação dos tradores nos capacita a dar importantes passos rumo à desperticidade ainda nessa existência. É imprescindível sairmos do subcérebro abdominal e das automimeses dispensáveis.
09. Dessomática. Não existe idade ou momento que seja tardio para ativar traços dormentes. Urge fazermos de cada novo dia uma nova oportunidade de crescimento. Evitemos esperar que apenas a dessoma nos faça acordar para quem realmente somos.
10. Egocarmalogia. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o esquecimento de nossa natureza multidimensional e do que fizemos no passado intrafísico e intermissivo não é um carma aceitável. A ignorância, quando não somos mais tão imaturos, nunca é conforto. Muitas vezes nosso egocarma está justamente voltado para o aperfeiçoamento integral de nossa manifestação e não apenas para sofrer embriagado de emoções.
11. Energossomática. Ao que tudo indica, quanto mais uma pessoa domina suas energias nessa vida, mais facilidade ela terá para dominá-las nas próximas. Contudo, o domínio energético é um dos tradores mais sérios, que logo deve ser combatido para que deixemos de perder tempo, energia e oportunidades evolutivas.
12. Evoluciologia. De acordo com a Evoluciologia, é necessário imprimirmos maior vontade e determinação em tudo o que nos ajude a resgatar cons magnos. É muito mais difícil evoluir na ignorância. Evoluir, apesar de parecer um conceito óbvio, é atuar de modo diferente.
13. Experimentologia. Baseado na Experimentologia, quanto mais vivência neofílica uma consciência desfruta, maiores serão seus aprendizados evolutivos. Aqui incluem-se as experiências projetivas de todo tipo. Como eliminar tradores apenas fechado dentro de casa, com medo de tudo e de todos?
14. Holomaturologia. Até certo ponto, podemos dizer que a ausência de tradores, ou em outras palavras a consciencialidade lúcida, é um indicativo de maturidade. Há um número muito grande de pessoas que são comatosas perante a auto-evolução e a realidade do cosmos. “O trafor, ou o traço-força da conscin, é a unidade de medida da holomaturidade. Você já identificou, com certeza autocrítica, o seu megatrafor?” (VIEIRA, 1994, 488).
15. Holorressomática. Eis uma constatação simples: ao ressomarmos quase todos os nossos traços se tornam tradores. É com o passar dos anos e com o incremento da maturidade que vamos nos autodescobrindo e nos reconstituindo como realmente somos. A ressoma tem um papel impactante nesse processo para as consciências, excluindo o Serenão, pelo que se supõe atualmente.
16. Holossomática. Pela Holossomática, é preciso investirmos no domínio dos corpos para que não haja o mínimo de desnível em nossa atuação. Se para a maioria das pessoas é difícil rememorar um sonho ou uma projeção, imagine um trador que nem sequer é cogitado. É na inter-relação veicular sadia que nos tornamos cada vez mais conscientes para nossa realidade interdimensional.
17. Invexologia. Importa ao inversor existencial, eliminar os tradores evolutivos e assim obter maior produtividade sem maiores problemas em relação ao porão consciencial. Pela proximidade com o curso intermissivo, os jovens inversores podem se beneficiar com a ampliação do autoconhecimento precoce.
18. Mentalsomática. Com relação à Mentalsomática, é pelo acesso a holomemória que podemos atuar com maior integridade pessoal. Teoricamente, o Serenão já não possui trador justamente por ter acesso a todas as suas vidas e experiências passadas.
19. Mnemossomática. O traço dormente, antes de mais nada, é uma questão direta da Mnemossomática, ou seja de nossa memória consciencial. Quanto melhor for nossa mnemossomática, menor serão nossos tradores.
20. Parafenomenologia. Segundo a Parafenomenologia, o desenvolvimento de certos fenômenos anímicos-parapsíquicos são “ferramentas antitradores”. Isto é, pouco a pouco vamos acumulando experiências que vão descortinando a realidade de nosso potencial. Os fenômenos são portas ilimitadas para a evolutividade.
21. Paragenética. Toda a nossa bagagem evolutiva, que conquistamos arduamente vida após vida e que não se perde, mesmo quando ressomamos, está à espera de nossa conexão que, antes de mais nada, é mentalsomática. Quem pouco acessou o conjunto de sua paragenética, provavelmente ainda vive como o pobre sentado em uma montanha de ouro. Non novum, sed nove (o assunto não é novo, mas é tratado como novo).
22. Parapedagogia. É por meio da parapedagogia que muitos alunos conseguem se conectar com sua intermissão e seus trafores esquecidos. O docente conscienciológico, funcionando como um agente retrocognitor, atua como um amparador intrafísico que impulsiona as recins e a autopesquisa.
23. Pensenologia. Perante à Pensenologia, ao colocarmos em prática nossas potencialidades atrofiadas estaremos também aperfeiçoando nossa pensenidade, que é a base de tudo. “Qualquer manifestação intrafísica da consciência, seja assertiva ou não, ocorre inicialmente pelo pensamento gerado no mentalsoma, que é então conjugado com emoções e sentimentos da consciência.” (CERQUEIRA, 2005, 359). Investir na retomada de nossos trafores é uma forma madura de anularmos nossos sofrimentos inúteis.
24. Proexologia. Um ponto muito sério a ser considerado é que nossa proéxis está baseada em nossos trafores. Portanto, todo ato de preguiça ou autocorrupção que mantenha certos traços dormentes é uma atitude antiproéxis. Em minhas manifestações ainda prevalecem os trafares?
25. Projeciologia. Em relação à Projeciologia, é importante frisar que a ausência de desenvolvimento projetivo resulta no autodesconhecimento multiexistencial. Ou seja, quem fica só na teoria geralmente mal conhece a si mesmo hoje e, pior ainda, o que foi ontem ou o que se é no extrafísico. Desenvolver a projetabilidade é fazer um doutorado em autoqualificação.
26. Traforologia. Relativo à Traforologia, os traços dormentes apresentam grande impacto na conduta de uma consciência, pois se por um lado há pontos que não devem ser lembrados, também deve haver trafores que não podem ficar omissos. Estudar os trafores implica em também estudarmos a sua ausência.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Verpon. Com esse artigo, buscou-se apresentar o trador como uma nova abordagem que deve ser explorada e valorizada para que não atuemos no subnível pessoal. Colabora também para reflexões e indagações sobre nossas capacidades reais e por vezes avançadas que ainda são mantidas dormentes. Essa nova temática conscienciométrica complementa o aprofundamento de sermos consciências complexas e multimilenares que necessitam cada vez mais de recursos que permitam o autoconhecimento integral.
Prospectiva. A partir das hipóteses, conclusões e conceitos apresentados nesse artigo, espera-se que futuramente haja um aprofundamento do assunto pelo incremento das vivências conscienciológicas por meio de autopesquisas holobiográficas e dos fenômenos parapsíquicos. Através dessas vivências multiexistenciais poderão ser criados tipos, categorias e hipóteses gerais sobre os trafores atrofiados. O traço insuperável é aquele que você ainda não consegue identificar.
Questionamento. Até quando você permitirá a paralisia e a inutilidade das suas conquistas evolutivas?

Por Alexandre Pereira.


BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

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